Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Museu de Geociências revela riqueza mineral da Amazônia

Espaço reúne quase 2,5 mil peças que vão de fósseis à meteoritos

Que o Pará é um polo mineral com importância mundial, muita gente sabe, mas quais são os minérios que existem e porque eles são encontrados na Amazônia? Há mais de 30 anos, o Museu de Geociências da Universidade Federal do Pará (UFPA) é o espaço que se dedica a divulgar parte dos  resultados de pesquisas e informações sobre o solo da região.

A riqueza mineral do Pará é expressiva e o estado é um dos principais produtores do país de ferro, manganês, alumínio, caulim, níquel, ouro, cobre, calcário (usado para fabricação de cimentos e fertilizantes) e argilas. Dados divulgados no Anuário Mineral do Pará de 2016 apontam que 84,3% das exportações do Estado do Pará são minérios e o setor gera 288 mil empregos diretos e indiretos em solo paraense.

Mais de 2,4 mil amostras - Na UFPA, a importância mineral do Pará é representada no acervo do Museu de Geociências que conta com mais de 2.429 amostras que incluem minerais, rochas, fósseis e até um meteorito, além de elementos arqueológicos e equipamentos científicos e históricos sobre a exploração mineral na região.

O museu é uma iniciativa do Grupo de Mineralogia e geoquímica Aplicada do Instituo de Geociências da UFPA (GMGA/IG/UFPA), sob curadoria do professor Marcondes Lima da Costa. “Muito além que os minerais em si, o museu reúne um patrimônio científico com grande variedade de materiais geológicos, equipamentos, e mapas que constroem o saber acerca do ambiente acadêmico proposto existência e manutenção deste espaço”, aponta o pesquisador Marcondes Costa.

Para o professor da UFPA, o Museu de Geociências se destaca por sua atuação na divulgação de conhecimentos sobre o rico cenário das ciências geológicas na região Amazônica. No local, o visitante pode encontrar, por exemplo, os mapas geológicos do Brasil e da Amazônia Legal, com localização das suas principais jazidas, depósitos e ocorrências minerais. Há, também, documentário fotográfico e amostras de rochas do espetacular garimpo de ouro de Serra Pelada, além de exemplares de minerais, fósseis, exposições temporárias, gemas e artesanato.

Escolas podem agendar visitas monitoradas - A entrada do público em geral da UFPA e frequentadores pode ser feita nos horários comerciais de 8h às 12h, e de 14h às 17h, de segunda a sexta-feira. Também é possível, como parte do cronograma de divulgação do conhecimento, que escolas públicas e particulares façam visitações monitoradas ao espaço, solicitando através dos contatos de telefone e e-mail do museu.

Para o curador do Museu de Geociências, professor Marcondes Costa, é importante a visita de estudantes do ensino médio. “Queremos que esse público tenha acesso a este conhecimento, que é muito fascinante. Quem sabe, no futuro, pode surgir, desses grupos de alunos que vêm nos visitar, um futuro geólogo, arqueólogo, paleontólogo, um cientista renomado?”, indaga.

O Museu de Geociências também participa do calendário deste ano da 14ª Semana Nacional dos Museus, que todos os anos organizam exposições em diversos espaços da cidade, além dos muros da UFPA.

Serviço:
Museu de Geociências da UFPA
Horário de Funcionamento: 8h às 12h, 14h às 17h.
Local: Campus Básico, Instituto de Geociências.
Visitas em grupos de estudantes ou professores de universidades e escolas podem ser agendadas pelo telefone (91) 3201-7428 e pelo e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it..

Texto: Helder Ferreira e Victor Oliveira – Assessoria de Comunicação da UFPA
Divulgado em: 19/05/2016
Unidade: Faculdade de Geologia do Instituto de Geociências.
Status: Pesquisador Marcondes Lima da Costa disponível para entrevistas.

Fim do conteúdo da página